De olhos grandes que quase nada podem ver.Sorriso sincero e coração na mão. Afim de dá-lo a alguém, e ao mesmo tempo de atirá-lo sobre a ponte. Obviamente nada óbvia. É no escuro aonde ela enxerga. É no silêncio que ela ouve. - Adrielly Mariz. Instagram

É tão teu

meu coração
aflito e manso.

Tive tanto medo de me apaixonar que acabei te amando. Agora sei, que por tudo o que passei, nada se compara ao que você me faz sentir. E se hoje sou feliz, é por poder te ver sorrir. Por poder beijar teus lábios, sentir teu corpo, segurar tuas mãos pelo mundo. Sou feliz por ter você, por ser sua, e querer ser. Feliz por me sentir viva todas as vezes em que fitas meus olhos, tocas meu corpo, abraças minha alma.
As pessoas não se apaixonam muito hoje em dia, ninguém mais oferece moletons quando você está molhado. Elas preferem estudar, ganhar dinheiro e viver outras experiências. Faça uma enquete rápida e concluirá que quase ninguém crê no amor. Quanto mais você sabe da vida, menos você se apaixona. A paixão nasce da ignorância: quanto menos sei sobre você, e mais eu quero saber, mais vulnerável eu fico.
E me pergunto sempre ”como pode caber em mim, tanto afeto assim por ti?”; Mesmo pequena, o amor que sinto por você é gigante meu bem.
Não se mate por aquilo que não te dá vida.
O problema era esse: ele nem tentava ser bonito, e era! Abria a boca de um jeito que ninguém podia prever o que sairia. E, no entanto, fazia brotar as melhores palavras. Ele nem tentava ser poeta… e era! Nunca escrevia mas, quando o fazia por mim, desbancava todos esses homens que vivem pelas madrugadas rabiscando. Não tentava sorrir por fotografia ou gentileza, mas quando espontaneamente ria, era capaz de desarmar uma bomba. E eu… bem, eu treinava sorrisos no espelho. Vestia cada uma das minhas peças de roupa para estar à altura dele jogado na cama de moletom. Ele sequer penteava o cabelo de manhã e já era o homem mais lindo do mundo. Enquanto eu precisava de, no mínimo, um batom. É que algumas pessoas são bonitas porque são. Assim, sem nem tentar. Depois de um dia inteiro gripado ou com as unhas roídas, eu ainda me perguntava “Deus, por que tudo isso?” Ele era essa tempestade toda que me entrou pela sala e molhou a casa inteira sem nem compreender o estrago, sem ao menos planejar. E eu era a criança boba de vestido solto e língua de fora que gostava de tomar chuva. Ele nem tentava ser forte! E era… inundou minha consciência todinha. Por outro lado, eu era essa fraqueza toda que nem conseguia fechar as janelas. Ele não ensaiava nada e, na hora, mantinha um improviso digno de qualquer comédia. Eu era a boba que vinha pelo caminho treinando a fala para não gaguejar. Sem dúvidas eu era uma ondulação causada por gota de chuva… e ele era um tsunami. Nada mais, nada menos. O problema era esse. Ele nem ao menos tentava me ganhar… e olha só como eu estou: quase afogada.
Aos 17 anos com dores de 70. Quantas vezes um coração pode ser partido? quantas serão as vezes que insistirei em entregá-lo a alguém que o deixará depois?. Tudo de repente se torna frio e triste, porque não haverá mais o calor daquele corpo. Não haverá mais aquelas mãos para segurar-me, muito menos aquela voz para acalmar-me. É como se um mundo fosse destruído. O tal mundo que criávamos em nossa imaginação. E o que resta? bom, mais uma vez, cacos que juntarei para poder seguir em frente.